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Os prédios do Posto de Saúde e da delegacia do Barro Vermelho viraram boca de fumo e ponto de prosti

Os prédios do posto de saúde e da delegacia de polícia da Comunidade Jorge Kalume, na estrada do Barro Vermelho estão abandonados e viraram boca de fumo e ponto de prostituição. A denúncia é de moradores do bairro que fica localizado próximo Complexo Penitenciário de Rio Branco. Eles estão revoltados com o descaso do poder público com a comunidade.

Segundo o presidente da Associação dos Moradores do Barro Vermelho, Mário Santana, os prédios foram abandonas há quase cinco anos. Ele relata que no prédio do posto de saúde, três servidores prestavam serviços e atendiam os moradores diariamente, “inclusive distribuíam remédios”. A delegacia funcionava apenas com um agente de polícia.

\"posto_02\"O líder comunitário disse que os prédios abandonados representam perigo para os moradores da comunidade, e crianças que estudam na escola Jorge Kalume, localizada ao lado das edificações. Os dois prédios tiveram portas e janelas arrombados. Numa das salas da delegacia, vários documentos foram espalhados pelo chão, justamente com  embalagens de drogas.

Uma servidora pública que pediu para seu nome não ser divulgado informou que o prefeito de Rio Branco, Marcus Viana (PT) e gestores municipais realizaram um reunião na escola Jorge Kalume, no início do ano, para falar da questão do posto saúde e de outros problemas da comunidade. “Eles falaram em reformar o posto de saúde, mas até agora nada foi feito”, diz a servidora.

O presidente da associação de moradores, Mário Santana destaca que é preocupante a questão de segurança na comunidade. Não temos delegacia, não temos box da PM nem ronda de viaturas. O abandono é total. A delegacia virou boca de fumo e o posto de saúde agora é ponto de prostituição, representando perigo para os alunos da escola que fica ao lado”, destaca.

Procurada pela reportagem, a secretária municipal de saúde, Marcilene Alexandrina informou que a reforma da unidade de saúde do Barro Vermelho está no cronograma da prefeitura de Rio Branco. Ele informa ainda que a unidade foi fechada porque representava perigo para os servidores que prestavam serviço no local. O prazo para início da reforma é até outubro.

O secretário de Polícia Civil, Emylson Farias esclarece que a comunidade Jorge Kalume não contava com uma delegacia, mas com um núcleo. Farias destaca que todos os núcleos foram desativados após a regionalização do sistema de segurança. Ele destaca ainda que o núcleo dava uma sensação de falsa segurança, já que contava apenas com um agente que registrava tudo manualmente.

O gestor afirma que a regionalização deu mais celeridade aos trâmites das ocorrências. “Atualmente, o registro de boletins de ocorrências são feitos direto no sistema da Polícia Civil. Os núcleos das comunidades tinham a função de registrar as ocorrências e encaminhar às delegacias. Com a regionalização, reforçamos as estruturas garantimos um melhor atendimento”, diz Farias.

Quanto a falta de policiamento ostensivo da Polícia Militar, o responsável pelo policiamento na área do Barro Vermelho, major Messias disse que participou de reuniões com os moradores onde ficou acordado que a PM faria operações rurais e matéria rondas de viaturas na localidade. “As operações rurais foram feitas e as rondas estão sendo feitas de acordo com o que ficou acertado”.

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Sobre a instalação de uma base da PM no local, major Messias acredita que a medida estrategicamente não compensa. “Colocar policiais para cuidar de uma base no Barro Vermelho é desperdiçar recursos humanos. Estrategicamente, o que compensa e trás resultados são as rondas. As viaturas que patrulham o conjunto Universitária atendem a comunidade Jorge Kalume”.

O militar acrescenta que na planilha de ocorrências de violência, a comunidade Jorge Kalume, “pode ser considerada uma das mais tranquilas de Rio Branco. Há anos, não registramos nenhum homicídio no local, mas vamos manter as operações rurais e o patrulhamento da área com viaturas para garantir a tranquilidade dos moradores”, finaliza major Messias.

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